domingo, 26 de junho de 2011

sábado, 11 de junho de 2011

Páginas no Facebook pra quem gosta de fotografia

O site peruano Clases de Periodismo.com postou uma lista de 12 páginas do Facebook que todo fotógrafo deveria seguir, aproveitando a rede para se conectar com outros fotógrafos, obter e compartilhar informações, fotos e conselhos (sempre tomando cuidado com as questões de direitos autorais).

  1. Popular Photography
  2. Glamour Shots
  3. PhotoRadar
  4. iStockphoto
  5. Getty Images
  6. The Photographers’ Gallery
  7. Photography Tips
  8. Outdoor Photographer Magazine
  9. KodakDigital Photo Magazine
  10. The Center for Fine Art Photography
  11. Flickr


Então, logue no Facebook e aproveite os benefícios da web.

sábado, 16 de abril de 2011

As melhores matérias de revistas americanas

Nesse link, estão algumas das melhores reportagens das revistas americanas: The Best Magazine Articles Ever. Como o próprio autor do post diz, é uma lista incompleta, mas vale a pena ler.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

"Jornalista não está lá para ajudar"

Entrevisa com Janet Malcolm por Roberto Kaz em 5/4/2011

O jornalista e o assassino, de Janet Malcolm, 176 pp., tradução de Tomás Rosa Bueno, Companhia das Letras, São Paulo, 2011; reproduzido da Folha de S.Paulo, 2/4/2011, título original: "`Jornalista não está lá para ajudar´, diz Janet Malcolm"; intertítulos do OI
A Companhia das Letras lança uma versão de bolso do livro O Jornalista e o Assassino, da jornalista Janet Malcolm, 76, colaboradora frequente da revista norte-americanaNew Yorker. Publicado pela primeira vez no Brasil em 1990, o livro, que analisa a relação profissional do jornalista Joe McGinniss com o presidiário Jeffrey MacDonald, se tornou uma espécie de código de ética da dinâmica entre entrevistador e entrevistado.
Janet começou a apurar a história em 1987, quando recebeu uma carta do advogado de McGinniss. Em tom de revolta, a missiva relatava que o cliente acabava de ser processado por MacDonald – condenado pelo assassinato da mulher e duas filhas – justamente por ter escrito o livro Fatal Vision (Visão fatal), acusando-o de ter matado a mulher e duas filhas. "Pela primeira vez permitiu-se que um entrevistado descontente processasse um escritor com base em premissas que tornam irrelevantes a verdade ou a falsidade do que foi publicado", dizia o texto. O problema era que, nos quatro anos em que travou contato com o presidiário para o livro, McGinniss enviou a ele 40 cartas dizendo crer em sua inocência. "Diabo, Jeff, uma das piores coisas nisso tudo foi a maneira como, súbita e totalmente, todos os seus amigos – inclusive eu – fomos privados do prazer de sua companhia. Em que porcaria aquele pessoal [do júri] estava pensando [ao condená-lo]?"


Janet definiu o conjunto de cartas como "um registro escrito de sua má-fé". McGinniss, que tentou se defender alegando "compromisso com a verdade dos fatos", assinou um acordo extrajudicial, comprometendo-se a ressarcir MacDonald em US$ 325 mil (R$ 530 mil) por danos morais. Encarcerado até hoje, ele continua alegando inocência.


"Quero saber se fui traída"O Jornalista e o Assassino tornou-se um estudo emblemático sobre a dinâmica do jornalismo, em que repórteres seduzem entrevistados e estes seduzem aqueles, sempre renegando as reais intenções a segundo plano. A partir do processo de MacDonald contra McGinniss, Janet Malcolm teorizou o ofício em frases como "o jornalista tem que fazer seu trabalho em um estado de anarquia moral" e "o escritor que vem tende apenas a piorar as coisas".
A nova versão tem posfácio assinado por Otavio Frias Filho, diretor de Redação daFolha. Janet Malcolm cedeu a entrevista por telefone, não sem antes fazer um pedido: "Pode me enviar uma cópia do texto quando publicado? Quero saber se fui traída."






"As pessoas sabem o que esperar quando são entrevistadas por mim"Em O Jornalista e o Assassino, você diz que, frente a um repórter, "em nenhum caso o entrevistado consegue salvar-se". Por que você aceitou dar entrevista?

Janet Malcolm – Normalmente aceito quando lanço livros. Além disso, gosto de me sentir do outro lado. Como entrevistada, entendi o poder que as perguntas têm. Você se sente na obrigação de respondê-las, como uma criança indagada pela mãe. É uma regressão à infância.
O livro diz que o jornalista apura com ar de "mãe permissiva" e escreve com a dureza de um "pai severo". Continua permissiva e maternal após O Jornalista...?
J.M. – Talvez tenha me tornado mais paternal na apuração. Tento ser o mais direta possível. O jornalista não precisa ser tão amigável. As pessoas estão interessadas em contar suas histórias, independente da atitude de quem ouve. Mas tenho algo a meu favor: meu livro é uma espécie de "Miranda Warning" [Aviso de Miranda: a lista de direitos que um policial, nos EUA, é obrigado a dizer a um suspeito quando o prende]. Por causa dele, as pessoas sabem o que esperar quando são entrevistadas por mim, que o tudo que disserem poderá ser usado contra elas.



O psicanalista e o jornalistaVocê sabe qual foi a reação dos dois principais personagens depois da publicação?
J.M. – Joe McGinniss não gostou. Após a publicação, nunca mais nos falamos. MacDonald também não gostou porque eu descrevia as cartas dele como entediantes. São detalhes como esse que geram as principais mágoas.


Vocês mantiveram contato?
J.M. – Mantive contato com o MacDonald por alguns anos. Não sei se ele é culpado, mas concordo com o argumento de que não teve um julgamento justo. Se houvesse admitido a culpa, já estaria livre, em condicional, mas ele se recusa. Passados 30 anos, continua preso. Se, de fato, for inocente, a história é terrível.


Você diz que o encontro com o jornalista "parece ter, sobre o indivíduo, o mesmo efeito regressivo que a psicanálise". As profissões são parecidas?
J.M. – Sim, no tocante ao elemento da confissão. A diferença é que as pessoas vão ao analista procurando ajuda e pagam por isso. O jornalista, como não recebe nada, não está lá para ajudar.










Raio-X: Janet MalcolmFormação: Nasceu em Praga (República Tcheca), em 1934. Sua família emigrou para os EUA em 1939 e se mudou para Nova York. Formou-se na Universidade de Michigan
Carreira: Começou a publicar na revista New Yorker em 1963, onde trabalha até hoje. Colabora com a New York Review of Books
Livros :Publicou oito, sobre literatura, psicanálise, fotografia e jornalismo




Reproduzido do Observatório da Imprensa

sexta-feira, 18 de março de 2011

Aula Inaugural da ECO 2011

Pela primeira vez a aula inaugural de uma universidade brasileira acontecerá em uma favela, o local será o Centro Cultural Waly Salomão, em Vigário Geral. O tema será “Comunicando a Favela”.

A aula, ministrada por José Júnior, coordenador executivo do Grupo Cultural AfroReggae, será mediada pela diretora da Escola de Comunicação, professora Ivana Bentes,e acontecerá na terça feira, 22 de março, às 14h. Alunos e funcionários da UFRJ contarão com um ônibus que sairá da ECO às 12h e, após o término das atividades em Vigário Geral, trará todos de volta. Para tal, é preciso se cadastrar, enviando nome completo, período e e-mail para : nucleodeimprensa@gmail.com com cópia para extensaoecoufrj@gmail.com.


E os alunos de Técnica de Reportagem que comparecerem deverão elaborar uma matéria para a disciplina (mais detalhes serão dados pela professora).